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11 de Outubro – Dia mundial de prevenção da obesidade

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No Brasil, cerca de 40% da população adulta sofre com esta doença. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a projeção para 2015 indica que 2,3 milhões de adultos estarão com sobrepeso e mais de 700 milhões serão obesos.

Por definição, obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal no indivíduo. Para o diagnóstico em adultos, o parâmetro utilizado mais comumente é o do Índice de Massa Corporal (IMC). Além do IMC, a distribuição da gordura corporal também é importante. A obesidade mais grave é a do tipo visceral, relacionada com acúmulo de gordura na região do abdome. Esta é a mais frequentemente associada às alterações cardiovasculares. Entre os homens, o excesso de peso é maior do que nas mulheres (as mulheres por natureza têm maior adiposidade e menor massa muscular do que os homens, e o aumento de peso está muitas vezes relacionado com disfunções hormonais – estrogênios x testosterona. Já os homens têm maior tendência à adiposidade visceral, ou gordura abdominal).

Além da alimentação inadequada, existem outros fatores que contribuem para a obesidade: o sedentarismo, problemas psicológicos, problemas na convivência familiar, alterações genéticas e neuroendócrinas, ambientais, etc. Os avanços tecnológicos e a violência urbana contribuem para o desenvolvimento da obesidade, pois, com frequência, observamos crianças em frente à televisão, computadores ou jogando videogame durante horas, muitas vezes acompanhadas de um biscoito ou refrigerante. O público infantil é vulnerável e muito exposto a propagandas televisivas. Estatísticas demonstram que boa parte das peças publicitárias para crianças são de alimentos de fast food, doces e refrigerantes. Portanto, estamos comendo mais e gastando menos, ou seja, estamos armazenando calorias.

Hoje, a obesidade infantil transformou-se num problema sério de saúde pública, numa epidemia que se alastra e já atinge parte expressiva da população. A preocupação não é só com a estética. Cerca de 15% das crianças e 8% dos adolescentes sofrem de obesidade, e oito em cada dez adolescentes continuam obesos na fase adulta. É sabido que a obesidade é fator de risco para uma série de doenças, por isto, o excesso de peso pode provocar o surgimento de vários problemas de saúde como diabetes, problemas cardíacos, alterações do perfil metabólico (colesterol, triglicerídios e glicose), distúrbios do sono, problemas ortopédicos, respiratórios, de pele e da auto-estima (crianças e adolescentes são muitas vezes descriminadas pelos companheiros e alvo de brincadeiras de mau gosto). Além disso, mulheres que ganham peso excessivo durante a gravidez correm maior risco de ter filhos com sobrepeso ou obesos.

O percentual de gordura corporal tem forte associação com a síndrome metabólica. A obesidade é um problema grave e deve ser encarada com cuidado. O problema é tão sério que o número de cirurgias da obesidade (cirurgias bariátricas) aumenta a cada ano. O uso de drogas não é a melhor maneira de tratamento. Alimentar-se corretamente e evitar o sedentarismo são as principais armas para se evitar o aumento progressivo de peso que pode chegar à obesidade.

Abaixo algumas recomendações:

• Basear-se no conceito da boa alimentação, ou seja, seguir uma alimentação balanceada, rica em frutas, legumes e verduras. Respeitar os horários das refeições e de preferência não ficar mais de três horas e meia sem se alimentar. Não comer muito de uma só vez.
• Evitar alimentos gordurosos, doces, frituras e refrigerantes, pois não têm grande valor nutritivo. Os membros da família devem aderir também à reeducação alimentar, para facilitar o tratamento da criança.
• Incentivar ao máximo a prática de atividade física aeróbica – nadar, correr, andar de bicicleta, andar – pelo menos três vezes por semana, de preferência sob a supervisão de um profissional. Iniciar com uma caminhada é a melhor pedida, em qualquer idade.
• Moderar o consumo de álcool.
• Beber bastante água, pelo menos 2 litros por dia. A água é importantíssima no bom desempenho das funções do organismo, pois mantém o corpo sempre hidratado.

Temos que ter em mente que o mais importante é estarmos bem com nós mesmos. Ter um corpo em forma depende do equilíbrio emocional e de uma mente consciente. Não se esqueça!

(Hilton J. O. Duarte, médico clínico/fisiatra e perito da Caarj)



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