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Encontro discute políticas públicas para a mulher

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A violência contra a mulher foi criticada pela vice-presidente da Caixa de Assistência dos Advogados do Rio (Caarj), Naide Marinho, durante o Grande Encontro das Mulheres da Baixada Fluminense, na última terça-feira (24). A advogada lembrou que pelo menos 44 mil mulheres morrem por ano no país, vítimas de violência, e lamentou: “Apesar de sermos, muitas vezes, superiores em número, ainda somos vistas como minoria. Somos alvos de um verdadeiro extermínio”.

Naide lembrou, ainda, que a Caarj escolheu dedicar o ano de 2015 às mulheres advogadas, e que para tanto a Caixa está desenvolvendo o projeto “Advocacia: profissão de mulher. Respeito é de Direito”. “Fizemos uma pesquisa e verificamos que, em dez anos, seremos maioria na advocacia, e isso é significativo”, explicou.

Na pesquisa foram ouvidas mil mulheres advogadas nos fóruns de todo o estado. A violência apareceu como o tema que mais preocupa a classe. “Não significa que as advogadas apanhem de seus maridos ou companheiros. Mas que este é um tema recorrente e preocupante. A violência está em todos os momentos, não só no tapa. E é isso que precisa mudar”, disse Naide.

O encontro, realizado pela Prefeitura de Mesquita, lembrou o aniversário de 83 anos da permissão do voto feminino. Participaram parlamentares, representantes da sociedade civil e militantes da causa feminina, que discutiram temas como a cota de 30% para candidaturas de mulheres nas eleições e a reforma política – defendida durante o evento como essencial para o surgimento de políticas públicas voltadas para este segmento.

Para Naide, é preciso que a mulher, de maneira geral, desenvolva o apreço pela política, e para tanto é necessário que sejam desenvolvidos mais fóruns de discussão sobre o tema. “Pouca coisa mudou, mas estamos caminhando. Precisamos discutir política porque nosso cotidiano é político, todas queremos um país melhor”, afirmou ela.

Subsecretária municipal de Inclusão Produtiva e ex-deputada estadual, Jurema Batista defendeu a revisão do atual modelo eleitoral brasileiro, considerado por ela “excludente”. Para Jurema, é preciso discutir temas como o financiamento público de campanhas, para democratizar o acesso das mulheres ao poder público, e o voto em lista. “Precisamos de uma reforma política séria, com equidade para as mulheres que realmente representam a causa feminina”, explicou. A proposta foi endossada pela secretária municipal de Ciência e Tecnologia de Belford Roxo, Dilceia Quintela, que lembrou que, na Baixada Fluminense, o quadro é ainda mais preocupante. “Aqui a situação é mais difícil, pois as mulheres lutam primeiro para melhorar suas condições de vida”, afirmou Dilceia.

O evento contou, ainda, com a participação da vereadora de Mesquita Cris Gêmeas (PT), a subsecretária municipal de Políticas para Mulheres do Rio, Helena Piragibe; a subcoordenadora municipal de Diversidade Sexual de Mesquita, Marisa Justino e da doutoranda em Política Social pela UFF, Liandra Lima.

 

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