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Câncer de mama em mulheres

Woman examining her breast isolated on white

O Câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete mulheres em todo o mundo, tanto em países desenvolvidos quanto em países em desenvolvimento. Representa 25% de todos os tipos de câncer diagnosticados em mulheres em todo o mundo (Inca, 2014). O Câncer de mama é a segunda maior causa de morte em todo o mundo, onde o primeiro lugar figura o câncer de pulmão. No entanto, entre as mulheres, o câncer de mama ocupa o primeiro lugar desta triste estatística .

A mama é constituída da pele, tecido subcutâneo e o tecido mamário. Dentro do tecido mamário existe o epitélio ductal, onde os ductos mamários ligam os lóbulos ao mamilo. E é nestes ductos que ocorrem cerca 80% dos casos de câncer de mama.

Nos últimos 40 anos, a sobrevida tem aumentado, com o diagnóstico precoce, a evolução das cirurgias e associação com os tratamentos de quimioterapia, radioterapia e bloqueio hormonal. Alguns fatores de risco servem de alerta para que as mulheres busquem, mais precocemente, serviços para a prevenção da doença. Entre este fatores, destacam-se:

– fatores ligados à vida reprodutiva (primeira menstruação precoce, menopausa tardia, nunca ter tido filhos);
– consumo excessivo de álcool, obesidade, sedentarismo;
– exposição a radiação ionizante (RX);
– proximidade da menopausa (a incidência aumenta gradualmente até os 50 anos).

Chama a atenção que, a partir dos 50 anos, as taxas começam a cair, sugerindo a influência hormonal na participação da etiologia desta doença. Ressaltamos ainda a história familiar de câncer de mama, que está associada a um aumento da incidência de 2 a 3 vezes para esta doença.

Como exames preventivos para o câncer de mama são utilizados a mamografia, a ultrassonografia, em alguns casos a ressonância das mamas e o estudo para avaliar alteração genética BRCA 1 e BRCA 2 – este é principalmente usado para os casos de história familiar. A frequência da realização destes exames varia segundo alguns serviços, devendo ser realizado de dois em dois anos, a cada ano ou até de seis em seis meses, conforme a necessidade.

A amamentação, a prática de atividade física e a alimentação saudável, mantendo peso adequado, estão associados a um menor risco de desenvolvimento deste tipo de câncer.

Nos últimos anos, o INCA e o Ministério da Saúde têm intensificado as campanhas de alerta, para que as mulheres, identificando os fatores de risco e sinais e sintomas, procurem imediatamente serviços de saúde para esclarecimento diagnóstico. A realização do auto-exame ajuda a detectar alguns nódulos. Podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações, inclusive no mamilo, ou aspecto semelhante a casca de laranja. Secreção no mamilo também é um sinal de alerta. O sintoma do câncer palpável é o nódulo (caroço) no seio, acompanhado ou não de dor mamária. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila e no pescoço. Quanto mais cedo e mais rápido o diagnóstico, melhor a chance de cura e sobrevida.

(Isabel Lucena, ginecologista e obstetra do Cepros Niteroi)



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