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Não prenda o câncer em você!

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(Nara Saraiva é advogada e diretora da Caarj)

Sempre acreditei que minha sólida formação e o longo tempo trabalhando na área de saúde, cumulativamente ao trabalho como advogada, me davam certo domínio sobre minha saúde: gestações, algumas cirurgias, algumas questões hormonais, mas raras enfermidades maiores. Vez por outra, desconforto em uma das mamas, do lado esquerdo: “Ah, pensava eu, tenho práticas saudáveis de vida, amamentei dois filhos, faço exames regularmente…deve ser o peso da pasta, dos papéis, dos processos… sempre levados bem próximos ao coração”.

Um grave estresse, em fevereiro de 2015, me levou de volta ao médico. Na consulta anterior, três meses antes, em novembro, após mamografia regular de rastreamento, um exame de ressonância magnética havia mostrado pequenos nódulos benignos. Mas as coisas agora tinham mudado; o diagnóstico veio rápido e positivo para câncer de mama, doença cada vez mais comum no Brasil e no mundo (cerca de 25% dos casos novos a cada ano) depois do câncer de pele.

Tivemos que aprender a viver um novo desafio; “tivemos” porque o câncer é uma doença familiar, que mobiliza emocionalmente e demanda apoio da família próxima. O tratamento, seja cirúrgico, quimioterápico, radiológico ou todos reunidos, demanda mais ainda. Seguiram-se mamografias diagnósticas e vários outros exames confirmatórios até a segunda cirurgia, radical, para retirada das mamas e dos linfonodos do lado esquerdo.

Seguiram-se muitos outros exames identificadores do tipo de câncer, e de acompanhamento clínico da quimioterapia que foi longa, desconfortável, com inúmeros efeitos colaterais e sequelas que permanecerão por mais algum tempo mesmo depois de terminada; entre elas, uma arritmia cardíaca a princípio grave, mas já controlada. Vieram também muitas amizades, grupos de apoio e lições aprendidas: o autoexame mamário é importante, mas é a mamografia que detecta os nódulos ainda bem pequenos aumentando a margem de resultados positivos ao final, mesmo nos tipos mais agressivos de câncer; é importante compartilhar esse momento, relatar experiências, quebrar tabus quanto ao câncer em geral, e ao de mama em particular, pois a incidência em mulheres após 40 anos cresce bastante e os homens também têm câncer de mama!

Fatores ambientais e comportamentais, história reprodutiva e hormonal, assim como fatores genéticos e hereditários são referências importantes para prevenção, diagnóstico e tratamento. Ainda assim, a mamografia diagnóstica geralmente não é solicitada em mulheres jovens, pois nessa idade as mamas são mais densas e o exame pode dar resultados incorretos.  Os portadores de qualquer tipo de câncer gozam de uma série de benefícios assegurados por lei, como saque integral do FGTS, auxílio-doença e isenção de IPVA, entre outros. Conheça-os.

Por fim, não prenda o câncer em você! Deixe-o ir embora: ele irá, se você der essa chance a você mesma entendendo o que está acontecendo, ocupando seus dias com trabalho, ajudando seu próximo e confiando nos médicos.



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