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Caarj recebe pela primeira vez o projeto Roda de Conversas

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Após o mês de novembro, marcado pelo Dia da Consciência Negra (20), a Caarj recebeu na noite do dia primeiro de dezembro o evento “Roda de Conversas – O Direito à Memória, à Verdade e à Justiça: Reflexões sobre a população negra no Rio de janeiro”, um debate caracterizado pela representatividade, luta e resistência onde mais do que nunca, lembra que conhecimento é poder.

Na mesa composta pela vereadora eleita e socióloga Marielle Franco, a advogada e mestranda em Relações Étnico-Raciais Marina Marçal e o professor da UFRJ Amílcar Pereira, com mediação da diretora do Eixo Cultural, Ana Carolina Lima, a diretora lembrou que o racismo é um problema de todos. “Gostaria de agradecer e parabenizar pela oportunidade coerente e justa representações afirmativas dessa casa, é uma conquista e muita resistência. O racismo é um problema de todos e não só do negro e da negra, a representatividade realmente importa”.

Estiveram presentes membros da diretoria da Caarj e representantes de comissões da OAB/RJ. Uma das diretoras da Caarj, Nara Saraiva, cita que é importante debater sobre questões que trabalham a representatividade. “É um prazer ver essa casa, mais uma vez cheia pra discutir um tema tão importante e que às vezes no cotidiano passa batido. A gente sente e não fala. A proposta desse evento hoje, é não deixar novembro passar sem fazer a marcação das questões que estão relacionadas lamentavelmente com a cor da pele das pessoas. A Caarj dentro dos mais diversos eixos que tem, oferece a oportunidade de puxar um pouco mais a discussão de importantes assuntos”. Nara ressalta que pôr o universo de direitos humanos em pauta, é uma necessidade de fala no processo pedagógico.

A vereadora Marielle Franco, lembrou do seu período de processo eleitoral. “Pensar o acesso e o campo hoje na possibilidade da retirada dos direitos, é pensar quais serão os jovens que estarão nas ruas e no ativismo nos próximos 10, 15, 20 anos. Mais do que isso, principalmente pelo tema, cor, mês, corpos que são mais aviltados a cada momento, como dialogar com a sociedade pra nesse momento onde a política é muito pautada no processo da corrupção ou na anti, como se a corrupção fosse a questão central, não falamos da juventude negra que é encarcerada ou das mulheres negras que são vítimas de estupro. Pouco se fala na quantidade de mortos que cresce a cada dia ou a quem vai perder com a retirada de direitos.

Em que medida isso é uma responsabilidade individual e coletiva do nosso processo de organização? O índice homicídios da juventude negra só aumentam, já que ele tem uma mancha criminal. Existem os dados de qual é o lugar aonde as mulheres negras são mais assediadas e estupradas e que esse número cresce frente ao estupro das mulheres brancas. Não passa pela hierarquização da dor. É olhar quem são os mais vulneráveis e se temos diagnostico, temos que ter política pública que de fato garanta a resolução desses problemas”, sublinhou.

A advogada trabalhista, Marina Marçal, informou que os dados de 2015, mostram que 1300 advogados negros se formam todo mês. “Quando entravamos no tribunal, não eram tantas negras. Quando sentamos na mesa de tribunal, pensam que somos réu e estamos sentadas do lado errado. Se estamos de turbante, pensam que somos parte. Diversas amigas me trazem que quando vão atender cliente em ambiente prisional, tem que fazer o trabalho de consultoria muito rápido porque não tem banheiro, porque a gente é tratada com muito menos cuidado, sofremos violência obstétrica e tantas outras coisa, porque acham que somos muito mais fortes”, disse.

A desumanização e a desconstrução da memória, é um dos pontos lembrados por Amílcar Pereira. “A importância da memória, é um lugar onde nasce a história e por sua vez à alimenta. Essa relação fundamental entre memória e história, traz representatividade. A relação entre a memória, a construção hereditária e a identidade construída positivamente sobre si própria e sobre os seus e seus grupos, é fundamental pra constituição da ação cidadã e a luta por direitos. A primeira ação do colonizador, se dava através do apagamento a memória, da cultura e das histórias determinado grupo, onde ali começava a desumanização”, marca o professor da UFRJ.

A Roda de Conversas, ainda contou com intervenções artísticas do grupo Quadro Negro TV, que oferece oportunidade e inclusão ao artista negro no áudio visual e Deo Garcez, que atua no espetáculo “Luiz Gama – Uma voz pela liberdade”.

 



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