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Cineclube discute violência contra a mulher


Com uma plateia eminentemente feminina, o Cineclube Direito em Movimento discutiu, na noite desta quinta-feira (03), o documentário “Mexeu com uma, mexeu com todas”, da cineasta Sandra Werneck. O encontro, que contou com uma entrevista com a defensora pública Letícia Oliveira Furtado, conduzida pela jornalista e coordenadora da Assessoria de Comunicação da Defensoria Débora Diniz, discutiu o machismo que ainda campeia na sociedade e trouxe o conceito de sororidade como chave para a busca pela igualdade. “É gratificante ver este cinema cheio de mulheres dispostas a defender sua importância e seu papel dentro da sociedade. É bom ver homens aliados. A Caarj abraça momentos assim. Este é o objetivo do Cineclube, promover debates sobre temas urgentes para a população”, disse a diretora do Eixo Cultural, Ana Carolina Lima, responsável pelo evento.

O Cineclube Direito em Movimento é uma parceria entre a Caarj, o Cine Odeon – Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, a Defensoria Pública, a UniRio e o Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). Para esta edição, o evento contou, ainda, com o apoio do Movimento da Mulher Advogada, lançado este ano para discutir o papel da mulher na advocacia e a forma como o machismo impacta o trabalho destas profissionais. Secretária-geral da Caarj e integrante do grupo, Naide Marinho lembrou que as mulheres estão em maioria numérica na categoria, no estado do Rio, mas que isso não se reflete em igualdade de direitos. “A desigualdade é enorme na nossa profissão, as agruras que a mulher advogada passa são comuns e da mesma sorte que as que atingem todas as mulheres”, lamentou.

O “caráter democrático” da desigualdade entre homens e mulheres também se traduz nos números de violência, discutidos durante a entrevista. Segundo a defensora pública, a mulher vítima de violência não tem exatamente um perfil definido. “A mulher que sofre violência pode ser qualquer uma de nós, e ouso dizer que aqui deve ter alguma delas. Não posso dizer se ela é jovem ou idosa, se é branca ou negra, se é rica ou pobre, heterossexual ou lésbica, cisgênero ou trans. Temos mulheres sofrendo violência em todos estes perfis”, criticou Letícia Furtado. A jornalista Débora Diniz trouxe números ilustram a verdade desta afirmação: segundo ela, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que uma em cada três mulheres sofreu algum tipo de violência em 2016.

De acordo com Letícia Furtado, este número pode ser ainda pior. “Por vários motivos, a subnotificação é muito grande nestes casos. A mulher, muitas vezes, não tem coragem de se reportar aos órgãos públicos, seja por medo de ficar ainda mais exposta à fúria do seu agressor, seja por medo de retaliação contra seus entes queridos, filhos, principalmente; seja por se sentir humilhada, uma vez que a exposição pública, muitas vezes, faz com que ela carregue um atestado de fracasso”, explicou a defensora, lembrando que a violência física, na maioria das vezes, é o final de um processo que começa com a violência psicológica. “A mulher, naquele momento, já está com a autoestima em frangalhos, vira um fantoche. A violência física é um ponto final, ela já vem sendo vítima de violência psicológica há muito tempo, e acaba acreditando que todos os problemas da relação ocorrem por sua culpa”, acrescentou.

A solução para estes problemas, de acordo com Letícia, está na sororidade, palavra, segundo ela, que vem ganhando destaque. “Muitas vezes a mulher vítima de violência é desencorajada por outras mulheres a denunciar. A mudança só virá se o machismo que é hegemônico na sociedade deixar de existir, e é necessário que as mulheres se unam neste propósito. É preciso perdermos esta coisa de culpar a outra, é preciso ter empatia, evitar o julgamento. Entender a outra mulher como parceira, não como adversária. A revolução é feminina”, finalizou.

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