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CULTURA & LAZER | NOTÍCIAS

Poesia para mais qualidade de vida e o Direito por prazer

Em uma rua tranquila e arborizada de Miguel Pereira, no Centro Sul do Estado, fica uma casa com quintal repleto de flores e frutos. Parece poesia, mas é a realidade do advogado Modesto Clóvis Castilho, de 96 anos.

Nascido e criado no interior do Rio, o criminalista, que exerceu a advocacia durante trinta e quatro anos inscrito pela OAB/Miguel Pereira, conta que desde muito jovem já se encantava pela arte poética. “É um conforto espiritual muito grande, escrever poesia”, explica Modesto.

Apesar da poesia estar à frente do Direito, ele lembra com carinho do período de dedicação exclusiva à profissão e afirma: “A advocacia era meu prazer”. O trabalho foi interrompido devido à perda de parte da audição, o que não o impediu e nem o desanimou de buscar novos rumos. Castilho aproveitou a aposentadoria e escreveu e lançou seu primeiro livro poético: “Sol do Entardecer”. Mais tarde escreveu outros três. Ele diz como surgem as poesias: “Tenho em casa um cantinho especial para minhas escritas, onde a inspiração é algo natural”.

A cada frase do advogado, flui uma poesia de forma tão natural, expondo seu dom e, segundo ele mesmo diz “para suas divagações” que não param e serão parte de mais um livro intitulado “Último canto”. Apaixonado pela literatura, o escritor conta que suas obras são para presentear os amigos.

O advogado poeta revela sorrindo seu segredo da juventude: “Envelheçamos rindo! Quem não envelhece morre novo”.