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Dia Internacional das Pessoas com Deficiência é celebrado hoje

Interna

Em 1998 a Organização das Nações Unidas (ONU) determinou o dia 3 de dezembro como o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. A escolha da data coincide com o dia da adoção do programa de Ação Mundial para as Pessoas com Deficiência, também estabelecido pela ONU em 1982, com o intuito de promover maior compreensão de assuntos ligados à deficiência. A data gera compromisso e ações para transformar a situação dos deficientes pelo mundo.

Não importa o tipo, físico ou mental, o dia 3 é eleito para conscientizar e lembrar que estas pessoas também são parte da sociedade, como diz a psicóloga, Maria de Fátima Ornellas.

“Antigamente os pais de uma criança especial, ouviam dos médicos que não deviam criar expectativas em relação ao filho porque provavelmente este viveria poucos anos. Com o desenvolvimento da Medicina e de outras áreas afins, aumentou-se o tempo e a qualidade de vida desses indivíduos”, explica Maria de Fátima. “Surgiu também uma grande mobilização de profissionais e familiares no sentido de não mais mantê-los reclusos em seu ambiente familiar, e sim promover a sua inclusão social e escolar”, completa.

A psicóloga relata que a criança com deficiência apresenta desenvolvimento mais lento, porém, apesar de mais dependente inicialmente, pode, por meio de estímulos, também trilhar as diversas fases e etapas do seu desenvolvimento com sucesso. “O melhor momento para se iniciar a estimulação é logo após o nascimento, com profissionais especializados na área e com o envolvimento dos pais, que serão responsáveis por dar continuidade ao “trabalho” no ambiente familiar”, esclarece a psicóloga.

O nascimento de uma criança com deficiência é o início de um longo percurso, por isso, os pais devem receber orientação e apoio para aceitar as limitações dos filhos e valorizar suas habilidades. “O estabelecimento de um laço afetivo fará a diferença, ter um filho com necessidades especiais é uma experiência única que transforma esses pais também em seres únicos, em pessoas capazes de reconstruir suas expectativas e refazer esta história diariamente”, finaliza Ornellas.