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Copacabana recebe a 6ª Caminhada da Adoção

Evento reuniu grupos de apoio à causa e teve o apoio da OAB/RJ e da Caarj

Evento reuniu grupos de apoio à causa e teve o apoio da OAB/RJ e da Caarj

 

As cores dos balões de gás, o sorriso das crianças e a emoção de seus pais marcaram a 6ª Caminhada pela Adoção, neste domingo (24). O evento, em comemoração ao Dia Nacional da Adoção, comemorado nesta segunda (25), contou com a participação da OAB/RJ e da Caarj. “A Caarj apoia todas as famílias, e é desta forma que demonstramos isso”, afirmou a diretora do Eixo Bem-Estar, Marisa Gaudio, reiterando o repúdio ao Estatuto da Família, em tramitação no Congresso Nacional.

Vice-presidente da Comissão de Direito Homoafetivo da OAB/RJ, Ana Gerbase também acompanhou o evento e endossou a posição demostrada por Marisa. “A comissão sempre esteve atuante em prol da adoção, até porque casais de homossexuais muitas vezes têm só este caminho para constituir suas famílias. O Estatuto da Família exclui diversas formas de núcleos familiares, é um retrocesso total e repudiamos a sua aprovação”, acrescentou.  

Esta foi a terceira edição da Caminhada que contou com o apoio da OAB/RJ e da Caarj – professores do Eixo Bem-Estar e a equipe do Eixo Social animaram e receberam os participantes. “Nossa presença aqui demonstra de forma clara que a Caixa, junto com a OAB/RJ, apoia esta causa, incentivando e contribuindo, através de seus projetos, para a adoção por pais advogados”, frisou a gerente do Eixo Social, Dianne Arrais.

A caminhada foi composta por representantes de diversos grupos de apoio à adoção. Presidente do grupo Quintal de Ana e diretora de Relações Institucionais da Associação Nacional de Grupos de Apoio à Adoção (Angaad), Bárbara Toledo disse que o objetivo do evento era dar visibilidade ao tema. “Chegamos aqui em Copacabana e muitas pessoas vieram nos perguntar se estávamos defendendo a adoção de animais. Ao se falar de adoção, ainda se pensa em adoção de cachorros, de árvores. A adoção de crianças é a última a ser lembrada”, citou ela, acrescentando: “Queremos mostrar que as famílias adotivas não têm mais vergonha, estão no mesmo patamar de naturalidade de qualquer outra família”.

E criar uma família era o objetivo de Juliana Simões, ao adotar a pequena Maria Fernanda, hoje com dois anos e quatro meses. “Viemos na caminhada em 2013, antes que ela viesse para nós, sentimos o clima e ficamos encantados pela ideia de construir nossa família através da adoção. Eu era contra, queria engravidar, mas meu marido deu força para adotarmos uma criança”, contou ela, que ficou viúva no ano passado. “Só percebi a importância real da adoção quando descobri que meu sonho não era engravidar, era ser mãe. Quando as mulheres entenderem que o que importa é a maternidade, e não a gravidez, a coragem de adotar vai ser maior. Hoje me sinto plenamente realizada em meus anseios de mãe”, afirmou. Estiveram presentes, ainda, a diretora do Eixo Cultural da Caarj, Talita Menezes, e a diretora jurídica da Angaad, Silvana Moreira.

 

 

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