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Conciliação entre trabalho e amamentação rende homenagem na Caarj

destaque amamentação

A advogada Dorothea Cristina Dias da Silva passou pelo constrangimento de atuar numa audiência com leite pingando dos seios. Mãe do pequeno Davi, 9 meses, ela voltou a trabalhar quando o filho contava com apenas 3 meses. E manteve a amamentação. “Tive que reduzir minha carga horária, trabalhava para três escritórios e fiquei só com um. O lado financeiro ficou prejudicado, claro, mas ter um filho é um investimento de longo prazo que vale todos os sacrifícios que fazemos”, afirmou, nesta quinta-feira (06). Dorothea é uma das cinco mães homenageadas pela Caarj pela Semana Mundial da Amamentação WABA 2015, que este ano buscou lembrar as mães que trabalham fora e continuam amamentando. A Caarj faz parte do mapa mundial da WABA (World Alliance for Breastfeeding Action).

A civilista Liliana Cristina do Carmo, mãe de Julia, também de 9 meses, conseguiu conciliar a amamentação porque passou a trabalhar de casa. Mas enfrentou problemas como a colega. “Precisei fazer uma audiência e não tinha com quem deixá-la. Tive que chamar uma amiga para me ajudar”. No Fórum, outro obstáculo. “Os fóruns não contam com espaços apropriados para amamentação, para a troca de fraldas. E a mãe se constrange em amamentar em espaços de circulação”, apontou.

Vice-presidente da Caarj, Naide Marinho lembrou que a adequação dos fóruns às necessidades das mães advogadas é um dos tópicos constantes de um projeto maior, voltado para a presença da mulher na advocacia, que está sendo discutido pela Caixa com as comissões de Mulheres das subseções. “A mulher lutou muito para conquistar o seu espaço, mas o ônus desta conquista continua a ser pago”, lamentou.

Os percalços enfrentados pelas mães advogadas no dia a dia foram refletidos na própria dificuldade que o Eixo Social da Caixa, responsável pela homenagem, teve, em selecionar as homenageadas: as cinco foram as únicas, em um total de 75 nomes procurados, que mantiveram a amamentação mesmo após o retorno às atividades laborativas. As mães procuradas foram oriundas do projeto Nascer, que atende advogados com uma renda familiar mais baixa, e do curso Casais Grávidos, que orienta homens e mulheres sobre os aspectos físicos, sociais e psicológicos q envolvem a chegada de um bebê. “É preciso discutir este aspecto da advocacia, que está cada vez mais feminina, com a presença cada vez maior de mulheres no exercício da profissão. E a Caarj vai continuar batalhando pelo reconhecimento destas necessidades, pelas mudanças que são tão necessárias”, finalizou Naide.

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