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A importância do uso de filtros solares na prevenção do câncer de pele e do fotoenvelhecimento

destaque filtro solar

A luz do sol é necessária para o bem-estar e a saúde do ser humano. A exposição aos raios ultravioleta (UV) pode aumentar a concentração de vitamina D circulante ou reduzir a função imunitária sanguínea. A radiação ultravioleta (UV), dependendo da constituição individual, predisposição genética, tempo e intensidade de exposição, pode causar envelhecimento precoce da pele, degeneração tecidual antiestética, fotodermatoses, agravamento de doenças preexistentes específicas e cânceres de pele. Por isso, não devemos fazer do sol um inimigo, mas é preciso saber como nos proteger, sem causar danos à saúde. Devemos evitar a exposição solar sem o uso de filtros solares.

A eficácia dos filtros costuma ser classificada em termos de proteção contra queimadura solar (fator de proteção solar ou FPS) e resistência contra remoção (resistência à água, ao suor) . Produtos com alto FPS (10 a 25 vezes mais protetores) são sempre mais aceitáveis, ainda que pessoas com pele naturalmente mais escura possam ser protegidas de forma adequada com níveis mais baixos (FPS 5 a 10). No entanto, o tempo de exposição deveria ser limitado até quando o filtro solar é utilizado, uma vez que doses de ultravioleta (UV) recorrentes podem também resultar em efeitos cutâneos adversos a longo prazo. Nas fotodermatoses, produtos com alto fator, amplo espectro, baixa capacidade irritante e hipoalergênicos são sempre melhores.

Assim, filtros não são somente cosméticos e sim protetores eficazes contra radiações ultravioletas em diversas situações. Desta forma, tais filtros são uma necessidade diária para toda a população, independentemente de cor, idade, raça e região geográfica, em virtude da proteção contra a queimadura solar, evitando o fotoenvelhecimento precoce da pele e a degeneração tecidual antiestética, além de impedir o agravamento de doenças preexistentes específicas.

A importância da exposição solar X danos

O bronzeado é um sinal de agressão a pele. Num esforço para aumentar a proteção da pele contra os efeitos lesivos da radiação solar, as células produzem mais melanina e, consequentemente, há escurecimento da pele. Entretanto, ao mesmo tempo que o bronzeado se desenvolve, já ocorreu dano permanente nas células que, posteriormente, aparecerão sob a forma de rugas, manchas, melanoses, queratoses e, até mesmo, o câncer da pele. Portanto, o termo “bronzeado saudável” é uma contradição.

Quanto mais idoso o ser humano se torna, maior a sua chance de vir a desenvolver câncer de pele. Há evidências de que eventos ocorridos na infância tem a maior influência no desenvolvimento do câncer de pele na idade adulta. Além disso, cada vez mais indivíduos na segunda e terceira décadas da vida estão sendo tratados de câncer de pele. Ocasionalmente adolescentes e, mais raramente, crianças também são afetados.

Os indivíduos que têm queimaduras solares são mais propensos a terem câncer de pele do que aqueles que não se queimam; entretanto, a radiação ultravioleta causa danos na pele mesmo que o indivíduo nunca tenha sofrido queimadura solar.

A pele pode reparar algumas das alterações superficiais causadas pelo sol. Isto explica porque a queimadura solar melhora após alguns dias e o bronzeado desaparece gradativamente, mas as alterações mais profundas permanecem. Através dos anos, após cada exposição solar sucessiva, os danos causados pela radiação ultravioleta se acumulam; e os efeitos lesivos podem levar 20 ou 30 anos para se tornarem aparentes.

Importância da fotoproteção

A exposição solar constante e prolongada é o fator ambiental mais importante no aparecimento do câncer de pele e do envelhecimento precoce. O sol é a principal causa de 90% de todos os cânceres de pele. As principais neoplasias decorrentes do efeito cumulativo da radiação ultravioleta na pele são carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma.

Utilização correta do fotoprotetor para prevenção

Algumas orientações são importantes para a utilização correta do fotoprotetor. Devemos aplicar o fotoprotetor de 20 a 30 minutos antes da exposição ao sol, para que haja tempo de ser absorvido e desempenhar seu efeito protetor. É importante aplicar o filtro solar em todas as áreas expostas. Não se esqueça de aplicar nas orelhas, dorso das mãos e dorso dos pés. Devemos aplicar o fotoprotetor cuidadosamente ao redor dos olhos, evitando as pálpebras inferiores e superiores; as crianças têm o hábito de esfregar os olhos e alguns produtos podem ser irritantes; se ocorrer eritema da conjuntiva ocular, ardor ou irritação, devemos lavar os olhos imediatamente. O uso de protetores solares labiais é muito importante.

Dra. Claudia Maria Diogo C Cavalcanti

Dermatologista CEPROS/CAARJ – Niterói



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