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VIDA | NOTÍCIAS

28 de maio, dia de luta pela redução da mortalidade materna

A cada minuto, uma mulher morre, no mundo, por complicações na gestação ou no parto. O dado, da Organização Mundial de Saúde (OMS), embasa a necessidade de elaborar políticas próprias para a redução das mortes relacionadas ao parto, à gestação e ao puérpero. Neste sábado, 28 de maio, é lembrado o Dia Nacional de Luta pela Redução da Mortalidade Materna, e o Caarj Vida traz o tema à discussão.

Coordenador do curso de Casais Grávidos organizado pela Caarj, o médico e professor da UFRJ Marcus Renato de Carvalho pontua que medidas como manter em dia as consultas do pré-natal – no mínimo sete, de acordo com as recomendações da OMS – e o acompanhamento médico no pós-parto são essenciais para evitar as causas mais comuns da morte materna. “No curso de Casais Grávidos da Caarj falamos muito sobre isso. Temos aulas de parto, de pré-natal, de planejamento familiar e de atividades físicas. E todos estes tópicos têm a ver com a redução de casos de morte materna. Uma mulher que passa por um bom pré-natal, que dá à luz em um local adequado, preparado para qualquer intercorrência durante o parto, tem muito menos chances de morrer no ato do  nascimento do bebê ou logo após. O pré-natal é uma medida espetacular, é a melhor chance de prevenção”, pontua.

Entre os aspectos que podem levar à mortalidade materna estão a hipertensão, a eclâmpsia (hipertensão própria da gravidez, que pode levar ao parto prematuro e à morte da mãe e do bebê), infecções puerperais e aborto (sendo expontâneo ou provocado). O Brasil conseguiu melhorar seus índices de morte materna – que foram reduzidos em 43%, entre 1990 e 2013 – mas os números ainda estão longe de chegar ao preconizado como meta da Organização das Nações Unidas, que era de 75%.

O relatório da ONU aponta que possíveis causas para esta situação sejam a pouca qualidade do pré-natal,  e o crescente número de partos cesárea realizados no país. A advogada Beatriz Galli aponta para um paradoxo, ressaltado pelos número que mostram que a cobertura pré-natal hoje abrange 91% das grávidas e que 98% dos partos são realizados em hospitais, números que não parecem condizentes com taxas de mortalidade ainda altas. “Esta inconsistência sugere atenção pré-natal e ao parto de baixa qualidade”, diz ela, assessora de políticas para a América Latina do Ipas, ONG que atua globalmente na área de direitos humanos, sexuais e reprodutivos das mulheres.



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