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Entre os tribunais e os gramados

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O sonho de muitos meninos é ser jogador de futebol. Com o advogado Marcos Barbosa não foi diferente. Jogando bola em clubes desde os 12 anos, ele hoje divide seu tempo entre o esporte e a advocacia, e às vezes estes dois mundos se fundem – como foi este ano, em maio, quando sagrou-se campeão do 18º Mundiavocat – Campeonato Mundial de Futebol de Advogados, realizado na Espanha.

Barbosa começou a jogar futebol de campo no Vasco da Gama, aos 12 anos. Ele ainda chegou a jogar na Suíça, no ano seguinte, retornando ao Brasil depois por conta dos estudos. Em 2004, com a formação das ligas independentes, Barbosa voltou à ativa nos famosos times de rua, conhecidos também como “time de peladas”, mas dessa vez na modalidade Fut7 (Futebol Society). Com o crescimento da modalidade, começou a surgir o interesse dos tradicionais clubes do Rio de Janeiro, e com isso o surgimento de campeonatos oficiais. Como sempre foi destaque nos campeonatos das ligas independentes, o advogado, que é conhecido no meio do futebol como Caniggia, logo foi chamado para atuar por grandes times do cenário nacional. Atualmente Marcos joga pelo Boavista, mas já passou pelo Fluminense, América e pelo Serra Macaense, colecionando títulos por todos clubes por aonde passou.

Marcos também faz parte da seleção da OAB/Barra da Tijuca, e foi por este time que conquistou o último mundial. “No mês de maio viajamos para a Espanha e lá disputamos o Fut5, muito parecido com o Fut7, porém com apenas 5 atleta de linha. Foi um campeonato muito organizado. O anterior, que havia sido disputado na Hungria, foi ótimo, mas esse sem dúvidas foi muito melhor”, afirma o advogado, acrescentando que a rotina de treinos foi fundamental para o resultado. “A preparação foi muito importante para que pudéssemos conquistar esse título, foram oito jogos até o grupo conseguir se sagrar campeão. O próximo será uma espécie de Copa América e será disputado no Panamá. Vamos em busca de mais um título”, diz o atleta.

O gosto pelo Direito veio com o passar do tempo. “Como não tenho nenhum familiar nesta área, me tornar advogado foi uma decisão só minha. Comecei a faculdade junto com um grande amigo e logo fui me identificando com a profissão. E esse foi um dos motivos que me fizeram desistir de continuar tentando jogar futebol profissional”, acrescenta. O advogado afirma que montou sua agenda semanal de forma a conciliar as duas paixões, o Direito e o futebol. “Tento conciliar meu dia da seguinte maneira: na parte da manhã faço academia, durante a tarde advogo, segunda, terça e quarta tenho treino pelo clube, e nos finais de semana são os jogos pelos campeonatos de Fut7”, explica Barbosa, que atua como advogado há seis anos e é pós-graduado em Processo Civil.