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Leitura dramatizada integra eventos do Outubro Rosa Caarj

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A judicialização da saúde no país e o uso da fosfoetanolamina foram discutidos durante debate realizado nesta quinta-feira (13) pela Caixa de Assistência dos Advogados do Rio (Caarj), após a leitura dramatizada da peça D-S: O Doador de Sonhos, que aborda a história de uma jovem com leucemia. Os eventos fazem parte da programação do Outubro Rosa Caarj. “É de suma importância discutir esta temática, é fundamental falarmos de prevenção. Teremos uma série de atividades organizadas pela Caixa com este objetivo”, pontuou a secretária-executiva da Caarj, Naide Marinho, durante a abertura do evento.
O debate contou com a participação da oncologista Andréia Melo, chefe do serviço de Pesquisa Clínica do Inca; da diretora da Caarj Nara Saraiva e do presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB/RJ, Flávio Ahmed. Participaria, ainda, do encontro a desembargadora Salete Maccaloz, que não pôde estar presente por motivos de saúde. Para Nara Saraiva, é preciso despir o câncer do preconceito. “O melhor tratamento é a prevenção, e não podemos ter vergonha de falar nisso. Precisamos sair deste encontro como uma onda propagadora de informação”, afirmou a diretora.
A oncologista Andreia Melo falou sobre o uso da fosfoetanolamina e sobre seus riscos. “Não estou aqui para julgar a fosfoetanolamina. Mas temos fases de pesquisa que são preconizadas, por lei, e que devem ser respeitadas”, afirmou ela, lembrando que a substância não passou por qualquer das etapas determinadas pela Anvisa para a liberação de medicamentos. “Não sabemos ainda como age a fosfoetanolamina, e isso no século XXI é inadmissível. É preciso recomeçar, de maneira correta, e quem sabe um dia possamos chegar à conclusão de que a fosfoetanolamina é uma coisa boa/ Mas estas são decisões que devem ser tomadas com base em fatos científicos, de forma fria e com o vigor que é necessário”, frisou.
Para o advogado Flávio Ahmed, a questão da fosfoetanolamina passa pelo processo de judicialização da saúde. “Não há como dissociar esta discussão”, disse ele, afirmando que os tribunais, muitas vezes, tomam decisões de forma aleatória e apaixonada, na tentativa de garantir ao cidadão o que consideram direito à saúde. “O Judiciário não tem condições de aferir se este ou aquele tratamento deveria ser aplicado. Este é um papel de política de saúde pública, e que cabe ao Executivo”, acrescentou.
O uso da fosfoetanolamina também foi citado na peça que antecedeu o debate. Escrita e dirigida por Josias Duarte, a obra conta a história de Clara, que aos 29 anos está com leucemia em fase terminal. O texto começa com a personagem principal pensando em suicídio, mas um encontro inusitado muda sua maneira de ver a vida. Durante o texto, a personagem relata ter sido tratada com a fosfoetanolamina, mas sem sucesso.



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