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Movimento da Mulher Advogada quer discutir pautas levantadas em pesquisa

Violência contra a mulher, salários menores que os dos advogados homens, os desafios do acúmulo de tarefas profissionais e domésticas e a falta de garantia de equipamentos, bem como de prioridade, para gestantes. Estes são alguns dos pontos considerados prioritários pelas mulheres advogadas ouvidas pela Caarj na pesquisa “Advocacia: profissão de mulher”, que será discutida pelo Movimento da Mulher Advogada no plenário da Caarj no próximo dia 15. Esta será a primeira reunião pública do Movimento, criado com o objetivo de trazer luz às reivindicações da parcela feminina da categoria.

Uma comparação entre dados do IBGE de 2010 e do Conselho Federal da OAB deste ano mostram que houve um crescimento de 66,6% do número de mulheres advogadas neste período, contra 32,4% dos homens. Hoje, as mulheres representam 49,4% do total de advogados do estado do Rio e são maioria em quase todas as faixas etárias – o número de advogados homens só supera o de mulheres na faixa etária de 60 anos para cima. O levantamento realizado pela Caarj mostra que as mulheres são a maioria entre os advogados que não exercem a profissão e minoria nas instituições que representam a advocacia. Atualmente, das 63 subseções da OAB no estado do Rio, apenas nove têm mulheres na presidência, o que representa apenas 14,3% do total.

“O que pretendemos é que todos os advogados, mas principalmente as mulheres, tenham consciência que os salários são mais baixos, a ascensão é menor e que as mulheres devem ocupar um espaço mais amplo. Queremos conscientizar sobre o assédio moral, sexual e financeiro que as mulheres advogadas sofrem”, diz Naide Marinho, secretária-geral da Caarj e coordenadora do levantamento.

Ela conta que quando o projeto foi iniciado, a ideia era fazer um monitoramento da advocacia feminina. Entre os principais pontos de reclamação de advogadas estão ainda melhorias na educação/formação, melhorias no serviço policial especializado para o enfrentamento de violência contra as mulheres e a falta de apoio do Judiciário por não entender o acúmulo de atividades das mulheres. “A situação da advogada não é diferente das outras carreiras. A mulher é menos valorizada e sofre assédio. O fato da advogada ser autônoma ainda prejudica a licença maternidade. Muitas mulheres advogadas voltam a trabalhar um ou dois meses depois de terem seus filhos e não é incomum ver advogadas amamentando nos fóruns”, explica Naide Marinho.

Conheça o texto do Manifesto da Mulher Advogada:



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