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Direitos femininos em debate no Cineclube Direito em Movimento

No Mês da Mulher Caarj, o Cineclube Direito em Movimento levou para o Cine Odeon o filme As Sufragistas, que fala sobre a luta das mulheres pelo direito ao voto no início do século XX. Com a condução da jornalista e advogada Adriana Cruz, o debate sobre o filme trouxe à tona pontos como a inserção da mulher na sociedade, jornadas duplas de trabalho e o respeito a direitos fundamentais. Secretária-geral da Caarj, Naide Marinho disse que o cineclube integrava o calendário do Movimento da Mulher Advogada, lançado este mês. “É uma iniciativa ampla, denunciando o machismo do dia a dia e deixando claro que a mulher advogada está de olho e na luta contra o preconceito”, acrescentou Naide.

O cineclube é uma parceria entre o Eixo Cultural da Caarj, o Instituto dos Advogados Brasileiros e a Defensoria Pública, além do próprio Odeon. Participaram da mesa a ex-ministra Nilcéa Freire, a diretora-administrativa da Fundação Escola da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, Carolina Anastácio; a coordenadora do Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher Vítima da Defensoria Pública, Arlanza Maria Rabello e a integrante da Comissão de Direito Penal do Instituto dos Advogados Brasileiros, Victória de Sulocki.

Adriana Cruz abriu o debate questionando as convidadas sobre a proporção entre a quantidade de eleitoras e a de parlamentares mulheres. Segundo ela, dados do TSE mostram que enquanto as mulheres são 53% do eleitorado brasileiro, apenas 10% dos assentos no Congresso são ocupados por mulheres. Para Nilcéa, o mesmo fenômeno se repete nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras de Vereadores. “Nosso peso eleitoral não se traduz em representatividade eleitoral. E aí o que acontece? Quem faz as leis é esta maioria de homens brancos que povoa as casas legislativas, e não é de se espantar que as demandas das mulheres sejam sempre deixadas de lado ou sufocadas no seu direito. Nossa democracia é incompleta porque ela não é representativa, uma vez que ela não reflete todos os aspectos da sociedade”, frisou.

Para Arlanza, é complicado falar em representatividade política enquanto as mulheres ainda lutam para garantir a manutenção dos seus direitos. “A sociedade é machista e patriarcal, baseada numa hierarquia onde nossos corpos, mentes e vontades são desvalorizados”, ponderou. A defensora Carolina considerou que a busca pelo direito ao voto, mostrada no filme, é uma metáfora. “As mulheres, ali, estão brigando pela igualdade”, pontuou.

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