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Parceria entre Caarj e Seap garante dignidade a criminalistas

Uma iniciativa pioneira no Rio, em resposta aos pedidos dos advogados criminalistas. A recém-inaugurada Cadeia Pública José Frederico Marques, localizada em Benfica, Zona Norte do Rio, conta com uma sala para que os advogados conversem com seus clientes presos, garantindo a eles melhores condições de trabalho. O benefício foi garantido a partir de uma parceria entre a Caixa de Assistência dos Advogados do Rio (Caarj) e a Coordenadoria das Unidades Prisionais do Grande Rio, ligada à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária.

“Através de uma parceria inédita realizamos, em tempo recorde, um desejo antigo dos advogados do estado do Rio, que é ter uma sala confortável de atendimento aos clientes detidos em unidade prisional, inclusive para contato humanizado e restrito. Pelo menos na nova porta de entrada do sistema, em Benfica, esse sonho já é realidade”, comemorou o presidente da Caixa, Marcello Oliveira.

O espaço conta com uma sala principal — com a separação de cliente e advogado por vidro blindado e conversa por interfone — e um recinto específico para atendimento reservado dos presos. Até então, o acesso a este tipo de instalação era garantido somente a defensores públicos. A Caarj custeou todo o material usado na sala, além de equipamentos como ar condicionado, computadores e impressora. A mão de obra ficou a cargo da Seap. Oliveira ressaltou o trabalho do coordenador Rafael Ouvina, na implantação do ambiente, e frisou que a parceria entre a entidade e a Seap melhorou as condições dos criminalistas e dos detentos. “É impressionante o trabalho de Ouvina, que em três meses conseguiu recuperar a unidade”, complementou.

NOVA UNIDADE

A Cadeia Pública José Frederico Marques começou a funcionar no início de fevereiro, no prédio onde antes ficava o Batalhão Especial Prisional (BEP), da Polícia Militar, em Benfica. Ela tem capacidade para receber até 512 presos.

A nova unidade, que opera como porta de entrada no sistema de presos provisórios, recebeu o nome de uma unidade que já existe no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. A cadeia de Benfica se junta à de Água Santa, na Zona Norte, como porta de entrada no sistema prisional, onde também há presos provisórios abrigados. Água Santa segue como porta de entrada também para presos federais.