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ASSISTÊNCIA | NOTÍCIAS

Acompanhamento que garante inserção social

Há sete anos, a advogada Andrea Lucia Ribeiro Da Conceição trabalha com abnegação em prol da filha Ana Clara, que nasceu com Encefalopatia Crônica da Infância, uma tipo de paralisia cerebral cujo diagnóstico completo ainda não foi descoberto. Os gastos com o tratamento e os medicamentos da filha geram custos altos, por isso ela buscou ajuda junto à Caarj através do Eixo Social. “Cheguei à Caarj através de um amigo, que comentou que um colega advogado se acidentou e deu entrada no benefício da Caixa por precisar de uma cadeira de rodas. Foi um momento bem complicado pra minha vida”, citou.

Andrea é uma entre muitos advogados e advogadas atendidas pelo Eixo Social da Caarj, que através de ações e projetos tem como meta garantir a inserção social dos atendidos. O setor viabiliza os atendimentos através de projetos como o Aprender, Inclusão Social, Nascer e Auxílio Funeral. “Através de uma escuta profissional especializada, conduzida por Assistentes Sociais, conseguimos intervir nos casos atendidos fazendo um trabalho de territorialização, conhecendo os serviços e espaços que compõe a rede de atendimento onde este advogado e sua família estão inseridos, podendo realizar encaminhamentos e orientações mais adequadas a cada caso estudado”, afirma a gerente do Eixo, Alline Campanhão.

Ana Clara já passou por diversos tratamentos, e Andrea, que hoje recebe um auxílio pago pela Prefeitura, teve de adaptar sua rotina de trabalho às necessidades da filha.  “Na época que ela nasceu, trabalhava em um escritório, mas hoje, quem vai querer uma mãe que tem uma filha especial, que precisa se ausentar determinadas vezes, por conta de os imprevistos? Minha vida hoje é viver com crianças, trocar informações com mães de crianças especiais e viver com os tratamentos. Eu sempre tive vontade de voltar, mas não tem como. Às vezes pego uma ação ou outra de problemas com telefonia, TV a cabo etc., mas porque são ações rápidas de juizado. São coisas que não me prendem. Vou, faço uma audiência rápida e depois volto. Minha mãe me ajuda muito, mas nem tudo consigo deixar na mão dela”, explica. Hoje, a criança passa por diversos tratamentos, que envolvem fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e psicomotricidade, o que demanda muito tempo e dinheiro por parte da família.

Segundo Alline, o Eixo mantém um acompanhamento efetivo dos núcleos familiares atendidos, com o objetivo de monitorar a evolução destas pessoas em situação de vulnerabilidade social. Mas o trabalho do setor vai além. “Para além dos benefícios assistenciais, através de estudos e pesquisas estamos desenvolvendo projetos que auxiliem a categoria a refletir sobre circunstâncias que perpassam seu cotidiano, seja na área de previdência, de prevenção à dependência química, no estímulo ao voluntariado, em temas afetos à maternidade/paternidade. Dessa forma, buscamos cada vez mais ofertar serviços que atendam as demandas da classe, tais como o Programa Futuro Seguro, a Blitz Social, o Curso de Formação para Conselheiros em Dependência Química, o Curso para Casais Grávidos e a Campanha Calor Humano”, enumera. O Eixo pode ser encontrado nos telefones (21) 2277-2314 ou 2277-2313.