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Ocupações urbanas são discutidas durante Cineclube

A dinâmica das ocupações populares em grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo foi o tema do debate realizado nesta quinta-feira (21), durante mais uma edição do Cineclube Direito em Movimento, realizado pela Caarj, com exibição do filme “Era o hotel Cambridge”, no Cine Odeon. O cineclube é o resultado de uma parceria entre a Caarj, através do Eixo Cultural; a Defensoria Pública, a Fundação Escola da Defensoria, a Associação Carioca dos Advogados Trabalhistas (Acat) e o Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). Nesta edição o evento contou, ainda, com o apoio do Movimento da Mulher Advogada. Secretária-geral da Caixa, Naide Marinho abriu o evento e agradeceu a presença dos presentes. “Esta é uma discussão importante e pertinente, e estamos felizes de poder proporcionar este momento para a advocacia”, afirmou.

O debate contou com a advogada Estella Aranha, membro do Movimento da Mulher Advogada, e o ouvidor-geral da Defensoria Pública, Pedro Strozemberg, com mediação da jornalista e coordenadora de Comunicação da Defensoria, Débora Diniz. Estella Aranha abriu a discussão lembrando sua experiência como advogada de movimentos sociais em São Paulo, época em que esteve perto e acompanhou diversas ocupações. Estella contou que a diretora do filme, Eliane Caffé, começou a produzir a obra pensando em relatar a situação de refugiados no país, mas acabou percebendo que alguns moravam em ocupações. Foi aí que a temática mudou. “Nossa legislação é avançada no sentido de receber o refugiado, mas aqui chegando não há moradia. Por isso muitos migram para as ocupações”. Segundo ela, as ocupações têm uma realidade própria e heterogênea, diferente das ações governamentais voltadas para a área habitacional. “A organização destes movimentos deu origem a medidas como o Estatuto das Cidades e iniciativas como o PAC. O filme mostra como é importante a mobilização para garantir o arcabouço institucional que garanta moradia”, frisou.

Já Pedro Strozemberg lembrou que apesar de o Brasil ser reconhecido como um dos países que mais construiu casas de interesse social no mundo, ainda há uma carência enorme neste setor. “As medidas vieram carentes de políticas de construção de cidades, para que as pessoas tivessem o sentimento de pertencimento as cidades. É pouco dizer que é uma política de teto, quando o que é necessário é uma política de cidadania”, acrescentou. Estella lembrou, ainda, que hoje existem cerca de 400 ocupações em São Paulo, e que a realidade daquela cidade é diferente da encontrada no Rio de Janeiro. “São Paulo tem mais segregação do que no Rio. Aqui existem favelas próximas do Centro, o que não acontece em São Paulo. As pessoas conseguem morar perto de seus locais de trabalho”, pontuou. Pedro Strozemberg lembrou, porém, que a dinâmica da oferta de moradia no Rio segue interesses que não são necessariamente os da população. “Tivemos diversas intervenções e remoções para as obras da Olimpíada, e perdemos uma chance de crescer na lógica da necessidade dos moradores. Temos o esvaziamento de regiões da Zona Norte, que já contam com equipamentos públicos, e o crescimento da região da Barra e Recreio, onde muito ainda precisa ser construído. É a lógica dos interesses econômicos”, finalizou.

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