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São Gonçalo recebe Dose de Apoio

A OAB/São Gonçalo sediou, na manhã desta quarta-feira (22/11), um evento para tratar do tema Dependência Química. Na oportunidade, os presentes assistiram a palestras da Caixa de Assistência dos Advogados do Rio de Janeiro (CAARJ) sobre o projeto Dose de Apoio. Lançado em 2016, numa iniciativa da CAARJ com as comissões de Políticas sobre Drogas da OAB-RJ e da OAB/Barra da Tijuca, o projeto forma conselheiros e tem previsão de abrir sua terceira turma em março de 2018, informou Wanderley Rebello, presidente das duas comissões da OAB.

A secretária-geral da CAARJ, Naide Marinho, que coordena o Dose de Apoio, parabenizou a subseção pelo interesse em tratar do tema e, em sua fala na Mesa de Abertura, relembrou que assim que o projeto chegou à CAARJ foi imediatamente abraçado. “Aqui em São Gonçalo também está sendo acolhido com carinho. Estamos aqui para ajudar a promover a cidadania. Hoje, especialmente daqueles colegas da Advocacia que enfrentam esta questão difícil e que afeta toda a família”. Naide disse ainda que o trabalho desenvolvido por Wanderley Rebello consegue “furar todos os bloqueios em que este tema delicado costuma esbarrar”.

O secretário municipal de Políticas de Álcool e Drogas, Luciano Gomes, ressaltou a falta de políticas públicas em todas as esferas para enfrentar o que ele chamou de epidemia de álcool e outras drogas. E o presidente da Comissão de Políticas Antidrogas da OAB/São Gonçalo, Carlos Alberto dos Santos, se mostrou otimista. “O trabalho é duro mas tenho a convicção de que vamos vencer”, disse. O presidente da subseção, Eliano Enzo da Silva, lembrou que os assuntos considerados mais “espinhosos” devem ser os mais debatidos. “Tem que haver solução”, afirmou. “O brasileiro sempre consegue dar o seu famoso jeitinho para sobreviver às adversidades e, se temos usado esta criatividade mais para o lado errado, imaginem se não conseguiremos usar para solucionar tudo que está errado? A CAARJ está nos dando a oportunidade de sermos protagonistas nesta mudança”, comemorou.

Em sua palestra, Wanderley Rebello afirmou que é fundamental se despir dos preconceitos em relação às drogas, principalmente o álcool. “Ele dá de dez a zero nas outras”, frisou. Ele citou a Lei 6368, de 1976, ocasião em que viu amigos de faculdade serem presos por fumarem maconha. “E quem deliberava sobre as vidas destes jovens o fazia tomando seu whisky”, disse, lembrando também que pessoas podem se tornar usuárias de drogas por diversas razões, entre elas diversão, desespero, desesperança e agonia.

Como de costume, ele informou que jamais usou drogas. Mas, contou que como advogado criminalista, costuma defender usuários desde 1980, quando começou a exercer a profissão. Em 2000, após muitas tentativas, conseguiu finalmente aprovar a Comissão de Políticas sobre Drogas na OAB-RJ. “Estamos formando muita gente boa para tratar deste tema, que é uma luta constante”, finalizou Wanderley.

Eliano Enzo afirmou que em 28/02/2018 haverá um novo encontro. “Nele pretendemos avançar na construção de uma política antidrogas. Os conselhos começam a ganhar corpo e dialogar cada vez mais com a sociedade”, acredita.