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OAB/Santa Cruz recebe o projeto CineClube Direito em Movimento e plateia relata episódios de violência contra a mulher

O documentário “Mexeu com uma, mexeu com todas” foi exibido na última quinta-feira (23/11), na subseção de Santa Cruz, no âmbito do projeto CineClube Direito em Movimento, do Eixo Cultural da CAARJ. Durante o debate, pontos como a importância da mulher na sociedade, a utilização e efetividade da Lei Maria da Penha e os diversos tipos de violência contra a mulher foram debatidos.

A sessão encorajou mulheres que assistiram ao longa e gerou o relato da agressões física, psicológica e moral que marcaram a vida de E. Com os seus mais de 60 anos, a vítima contou que viveu em um casamento abusivo e chegou a ter que abandonar a faculdade de Direito, pois sofria perseguições nas salas de aula e corredores do fórum, onde não conseguia exercer suas funções, sendo ainda agredida ao chegar em casa. Ao decidir denunciar o seu caso, E. ainda teve que enfrentar o despreparo de um delegado de polícia, que declarou ser apenas uma “briga de marido e mulher, onde não se mete a colher”.

Ilka Vasconcelos, presidente da OAB Mulher da subseção, lembrou que é necessário trabalhar incessantemente a questão da violência e dos direitos das mulheres. “Não basta ter apenas a lei, temos também que conscientizar e empoderar essas mulheres, para que elas saibam que podem fazer a coisa acontecer e se transformar. Este debate traz à tona o direito das mulheres, expõe o que é de verdade a violência contra mulher, pois muitas pensam que a violência é só física e na verdade tem várias vertentes como a psicológica, a patrimonial, a moral. Como identificar se está ou não sofrendo essa violência?”, questionou.

Com a campanha dos 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres se aproximando, Amanda Motta, membro do Conselho Estadual do Direito da Mulher (CEDIM), pontuou que apesar dos 11 anos de existência, aplicar e ver a efetividade da Lei Maria da Penha ainda é difícil, mesmo sendo considerada pela ONU a terceira melhor lei do mundo. “É muito fácil a gente ver a violência física. Mas há homens que, por não saber usar os métodos de não deixar marcas aparentes, partem para a violência psicológica, que é considerada uma das piores violências. Ela destrói. O homem tortura dizendo que ela é feia, que não é boa mãe, que não serve pra nada, que não presta. Se for essa violência, como aquele policial vai conseguir tipificar a violência que aquela mulher sofre pelo Código Penal? A Lei Maria da Penha foi criada para inibir e coibir a violência contra a mulher, mas muitas infelizmente estão desamparadas”, pontuou.

A secretária-geral da CAARJ, Naide Marinho, enfatizou a necessidade de intervenção. “Mesmo com uma legislação que ampara a mulher, o feminicídio e a violência ainda são muito frequentes. Em vários países do Mundo o feminicídio é muito grande e precisamos combatê-lo até que seja dissipado”, enfatizou.



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