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CULTURA & LAZER | NOTÍCIAS

CAARJ combate o assédio no Carnaval em blocos e no baile do Eixo Cultural, que atraiu mais de 250 foliões

Na quarta-feira que antecedeu o Carnaval (07/02), a advocacia fluminense já deu, no Baile do Eixo Cultural da CAARJ, o seu grito de “Basta!” ao desrespeito às mulheres, principalmente por ocasião da folia. A festa levou ao Sarau Rio, na Lapa, mais de 250 foliões fantasiados, que cantaram a marchinha “Tenha Respeito”, vencedora do 1º Concurso de Marchinhas da CAARJ. Embalados pelo samba do grupo Família Moadir, advogadas, advogados e seus convidados brindaram o evento com alegria. A advogada Haiebe de Paula Baptista era uma das mais animadas. “É emocionante! Nós advogados merecemos relaxar em um evento sensacional, afinal é carnaval e nós amamos tudo isso”, comemorava.

Assista à matéria sobre o baile aqui e veja o álbum com as fotos do evento ali.

A inspiração para a composição, assinada pela advogada Carla Viola em parceria com seus amigos Djamil Moreno e Ricardo Valverde, foram os recentes sucessos musicais que trazem apologia ao desrespeito e ao estupro de mulheres. A advogada afirma que, ao saber da campanha “Não Brinque com os Meus Direitos”, do Eixo Cultural da CAARJ, começou a pensar em uma letra que fizesse um contraponto a músicas desrespeitosas. “O resultado foi uma marchinha que a gente decora facilmente e que nos empodera imediatamente”, brincou a foliã Linalva Alves, no bloco Mulheres de Chico, que agitou a praia do Leme, na Zona Sul do Rio, no sábado após o Carnaval (17/02). “A letra não sai mais da minha cabeça. Fico cantarolando bem alto para os rapazes ouvirem mesmo! Funciona como prevenção”, disse com muito bom-humor Linalva, que é estudante de Direito.

Com a campanha, o presidente da CAARJ, Marcello Oliveira, defende um Carnaval saudável, bonito e sem violência. “Não pode haver agressão, especialmente às mulheres, que sofrem muito nesta época do ano com o assédio”, afirma Oliveira. A Caixa de Assistência preparou ventarolas com leis específicas que defendem o direito das mulheres, como a Lei Maria da Penha e a lei de Importunação Ofensiva ao Pudor, e distribuiu em blocos antes, durante e após o carnaval, bem como no baile. Foram confeccionados, ainda, carimbos com as mensagens “#NÃOÉNÃO” e “#NãoBrinqueComOsMeusDireitos”. “Acho essencial estarmos valorizando mais a mulher e o respeito ao público feminino, ainda mais no Carnaval, por conta de tudo que estamos vendo acontecer”, ressaltou Géssica Modesto, advogada que se divertiu no baile.